Carreiras e órgãos

Agências e autarquias em Brasília nas fichas do Cebraspe

Agências reguladoras e autarquias com sede em Brasília costumam ser tratadas como um bloco: “o concurso de agência”. As fichas do Concursos DF (lidas em 18/10) mostram que, mesmo com a mesma banca, o Cebraspe, cada edital mexe em conteúdo, regra de pontuação, etapas e lotação. Este guia compara dez fichas para ensinar o que conferir, e não para prever o próximo edital.

As fichas

Órgão Cargo registrado Segunda etapa Lotação registrada
Banco Central Analista (Economia e Finanças; Tecnologia da Informação) Programa de Capacitação Departamentos do BC, em Brasília
ANAC Especialista em Regulação de Aviação Civil Curso de formação DF ou São Paulo, a critério da administração
Anatel Especialista em Regulação de Telecomunicações Curso de formação Sede, em Brasília
Anvisa Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária Curso de formação (prova de 80 itens) Qualquer UF com representação da agência
ANTT Especialista em Regulação de Transportes Terrestres Curso de formação em Brasília Brasília
ANA Especialista em Regulação de Recursos Hídricos Curso de formação Exclusivamente Brasília
ANM Analista Administrativo e Especialista Curso de formação no DF Localidade escolhida na inscrição, permanência de cinco anos
SUSEP Analista Técnico Não registrada Brasília, e em uma área Brasília ou São Paulo
Ibama Analista e Técnico Ambiental Não registrada Analistas no DF; Técnico por UF
ICMBio Analista Administrativo e Ambiental Não registrada Região escolhida ou sede, a critério do presidente

O que varia mesmo com a mesma banca

1. O conteúdo básico muda de acordo com a agência. Na ANAC, a análise da ficha chama atenção para o fato de os conhecimentos básicos não terem Língua Portuguesa, e sim inglês, direito administrativo, ética, direitos humanos, tecnologia da informação e legislação da aviação civil. Na Anatel, os básicos incluem Regulação e Agências Reguladoras ao lado de Português, Inglês e noções de direito. Em outras palavras, estudar para “agência” com um único roteiro de básicos é um risco.

2. O número e a divisão das provas objetivas mudam. A maioria das fichas registra 50 itens de básicos e 70 de específicos. A Anvisa foge disso, com três provas objetivas (50 de básicos, 28 de complementares de vigilância sanitária e 42 de específicos). No ICMBio, o cargo de Analista Ambiental tem provas menores (40 e 60 itens) do que o Analista Administrativo (50 e 70).

3. A regra do desconto por erro não é universal. A análise da ficha do Banco Central registra que cada item errado desconta meio ponto, enquanto as da ANAC, da Anatel, da Anvisa, do Ibama e do ICMBio registram desconto de um ponto por item errado. A própria ficha do Banco Central destaca que isso é diferente da regra usada em outros editais do Cebraspe. Essa é a lição mais prática deste guia: a estratégia de marcar ou deixar em branco depende do edital, não da banca.

4. A discursiva tem tamanho e tema próprios. A ANAC pede uma situação-problema de segurança operacional; a Anatel, duas questões curtas; a Anvisa, um texto dissertativo de valor pequeno; o ICMBio, redação para um cargo e estudo de caso para outro; o Banco Central tem duas discursivas, uma dissertação e uma situação-problema. Treinar um único tipo de texto é insuficiente.

5. A segunda etapa nem sempre existe. ANAC, Anatel, Anvisa, ANTT, ANA, ANM e Banco Central têm uma segunda etapa de formação ou capacitação registrada; SUSEP, Ibama e ICMBio não têm, nas fichas lidas. Veja o guia sobre o curso de formação em concursos de Brasília.

Lotação: Brasília não é automática

Anatel, ANTT, ANA e Banco Central registram lotação em Brasília. A ANAC fala em DF ou São Paulo, a critério da administração. A Anvisa fala em qualquer UF com representação, inclusive portos, aeroportos e fronteiras. O ICMBio registra região escolhida ou sede, e a ANM, localidade escolhida na inscrição com permanência obrigatória por cinco anos. Para o Ibama, os Analistas são lotados no DF e os Técnicos Ambientais por UF. O resultado: o mesmo tipo de órgão tem rotinas de lotação muito diferentes. O guia Cebraspe e os órgãos federais em Brasília traz o quadro geral.

Roteiro para ler uma ficha de agência

  1. Veja o cargo, a área e o nível de formação.
  2. Veja os conhecimentos básicos: o que entra e o que não entra.
  3. Leia a regra do desconto por erro no edital.
  4. Verifique se há segunda etapa e onde ela ocorre.
  5. Leia a lotação e a permanência mínima.

Próximos passos

Fontes e atualização

Conferido nas fichas e nos editais na data de publicação. Os editais lidos são de concursos anteriores; confira o texto vigente.

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