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O edital de Analista Legislativo da Câmara dos Deputados, executado pelo Cebraspe, abriu três cargos de Comunicação Social: Divulgação Institucional (Publicidade), Jornalismo e Relações Públicas. Todos têm lotação exclusiva em Brasília e a mesma estrutura de provas. O que muda é o bloco específico de cada área. Este roteiro usa o edital lido e mostra como distribuir o estudo. O próximo edital pode mudar; confira sempre o texto vigente.
Quem pode se inscrever em cada área
Os três cargos exigem diploma de graduação, com registro no respectivo conselho de exercício profissional, mas cada um pede uma habilitação diferente:
| Cargo | Habilitação exigida no edital |
|---|---|
| Divulgação Institucional | Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda ou em Propaganda e Marketing |
| Jornalismo | Comunicação Social com habilitação em Jornalismo |
| Relações Públicas | Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas ou em Comunicação Organizacional |
Leia as atribuições antes de decidir. Jornalismo envolve cobertura jornalística, conteúdo audiovisual e assessoria de imprensa. Relações Públicas envolve eventos institucionais, cerimonial, protocolo e pesquisas de opinião. Divulgação Institucional envolve concepção e execução de ações de comunicação que fortaleçam a imagem da Casa. O edital também prevê permanência mínima de três anos na unidade de primeira lotação.
Estrutura das provas e como a nota funciona
O exame tem duas provas objetivas e uma discursiva, todas eliminatórias e classificatórias:
| Prova | Conteúdo | Itens ou valor | Nota mínima |
|---|---|---|---|
| P1 | Conhecimentos básicos | 90 itens | 18 pontos |
| P2 | Conhecimentos específicos | 90 itens | 27 pontos |
| P1 + P2 | Soma das objetivas | 180 pontos | 54 pontos |
| P3 | Discursiva | 60 pontos | 30 pontos |
Os itens são de Certo ou Errado. O acerto vale 1 ponto, o erro tira 1 ponto e o item em branco vale zero. Quem entende o estilo Cebraspe e a nota líquida sabe que marcar no chute puro não ajuda.
Exemplo refeito. Na P1, o candidato acerta 60, erra 20 e deixa 10 em branco: 60 menos 20 dão 40 pontos, acima dos 18 exigidos. Na P2, acerta 55, erra 25 e deixa 10 em branco: 30 pontos, acima dos 27. A soma é 70, acima de 54. Repare que o piso de cada prova e o piso da soma são condições separadas: quem tira 17 na P1 está eliminado mesmo com nota alta na P2.
Só tem a discursiva corrigida quem ficar entre os mais bem classificados nas objetivas, de acordo com o quadro do edital para cada cargo e modalidade de concorrência (o limite varia por cargo). Quem fica fora desse corte é eliminado, ainda que tenha passado nos pisos.
A discursiva: duas questões e uma peça técnica
A P3 vale 60 pontos e tem duas questões de até 20 linhas, de 15 pontos cada, e uma peça técnica de até 50 linhas, de 30 pontos, sobre temas do conhecimento específico do cargo. O edital desconta pontos por erros de língua portuguesa, proporcionalmente ao número de linhas escritas:
- questões: NQ = NC menos 3 vezes NE dividido por TL;
- peça técnica: NPT = NC menos 6 vezes NE dividido por TL;
- NC é a nota de conteúdo, NE o número de erros e TL o número de linhas efetivamente escritas.
Exemplo refeito. Questão 1: NC = 12, NE = 4, TL = 20, então NQ = 12 menos 3 vezes 4 dividido por 20, que dá 11,4. Questão 2: NC = 10, NE = 5, TL = 18, então NQ = 10 menos 15 dividido por 18, que dá cerca de 9,17. Peça: NC = 24, NE = 10, TL = 50, então NPT = 24 menos 60 dividido por 50, que dá 22,8. A soma é 43,37, acima do piso de 30. Escrever menos linhas não ajuda, porque o desconto é proporcional: o que pesa é a taxa de erros por linha. Texto fora do local ou acima do limite de linhas é desconsiderado. Treine com o guia prova discursiva: como é corrigida.
O que estudar: o bloco comum a todos
Conhecimentos básicos (P1): Língua Portuguesa (interpretação, coesão, morfossintaxe, pontuação, concordância, regência, crase, colocação pronominal e reescrita); Língua Inglesa (compreensão de textos); Noções de Direito Administrativo e Administração Pública (atos, agentes públicos e Lei 8.112/90, Lei 9.784/99, improbidade, responsabilidade civil do Estado, governança e valor público, Lei 14.133/21, Lei 12.527/11 e Lei 13.709/18); Noções de Direito Constitucional e de Regimento Interno da Câmara; e Tecnologia da Informação e Dados, incluindo conceitos de inteligência artificial e visualização de dados.
Específicos (P2), parte comum aos três cargos:
- Comunicação Social: teorias da comunicação, comunicação interna, institucional e organizacional, planejamento e indicadores, redes sociais oficiais, transparência, comunicação pública (diferença entre pública, governamental e político-partidária), política e manual de comunicação da Câmara, inteligência artificial na comunicação, linguagem simples e o art. 37, § 1º, da CF/88.
- Processo Legislativo e Regimento Interno: tipos de procedimento, proposições, processo legislativo orçamentário (PPA, LDO e LOA), Regimento Interno da Câmara, Regimento Comum do Congresso e Código de Ética e Decoro Parlamentar.
- Ciência Política: teoria do Estado, regimes, sistemas de governo, representação, sistemas eleitorais e partidos.
O que estudar: o bloco de cada área
- Divulgação Institucional: publicidade (planejamento, briefing, plano de mídia, criação), marketing institucional e digital, pesquisa aplicada, marca e branding, design e produção gráfica e audiovisual, ética publicitária e a Lei 12.232/10 sobre contratação de serviços de publicidade.
- Jornalismo: gêneros e critérios de noticiabilidade, apuração e checagem, redação (lide, pirâmide invertida), produção para rádio e televisão, assessoria de imprensa (release, sugestão de pauta, media training), ética e legislação profissional, história da radiodifusão pública e tendências como rádio híbrido e TV 3.0.
- Relações Públicas: mapeamento de públicos, planejamento, pesquisa, eventos, cerimonial e protocolo, precedência, símbolos nacionais (Lei 5.700/71), Decreto 70.274/72 e normas internas da Câmara sobre visitação e precedência.
Roteiro em fases
- Fase 1, edital verticalizado. Monte o edital verticalizado separando P1, bloco comum da P2 e bloco da sua área.
- Fase 2, base de P1. Português e Direito Administrativo primeiro, porque pesam na P1 e são úteis em qualquer outro edital que você venha a prestar.
- Fase 3, bloco da área. É a sua vantagem de formação; use-o para ganhar velocidade e invista o tempo extra no Regimento e na Ciência Política, que costumam ser novidade.
- Fase 4, discursiva. Treine uma peça de 50 linhas por semana, com cronômetro, e refaça a conta do desconto por erro.
- Fase 5, revisão com questões. Faça itens de Certo e Errado trocando um verbo ou um quórum para ver se o enunciado ainda é verdadeiro.
Erros comuns
- Estudar só a área de formação e esquecer que a P1 tem piso próprio.
- Ignorar Língua Inglesa e Tecnologia da Informação e Dados, que entram nos básicos.
- Tratar Ciência Política como “cultura geral”: o programa é extenso.
- Escrever a peça técnica sem delimitar o gênero pedido no comando.
- Marcar tudo para “não perder tempo” sem calcular o desconto por erro.
Próximos passos
- Compare com o roteiro do Analista e Técnico Legislativo da Câmara, que usa outro edital.
- Entenda a carreira em Legislativo: analista e técnico da Câmara, do Senado e da CLDF.
- Monte o plano com como estudar a legislação específica do órgão.
Vagas, remuneração e datas ficam na ficha do concurso.
Fontes e atualização
- Edital nº 1 da Câmara dos Deputados, Analista Legislativo, no portal do Cebraspe (PDF)
- Página do concurso no Cebraspe
- Página de concursos da Câmara dos Deputados
Conferido nas fontes acima na data de publicação deste guia. Pisos, formas de cálculo e conteúdos são os do edital lido; retificações posteriores podem alterá-los, então confira a versão atualizada.