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Nos editais da FGV lidos para este guia, a prova objetiva é de múltipla escolha, cada questão vale um ponto, errar não desconta nada, e a aprovação depende de mínimos de acertos em cada módulo e no total. A redação, quando existe, tem uma grade de pontos com deduções por erro. Veja os detalhes, o que muda de edital para edital e como funciona o recurso, tudo conferido no texto dos documentos.
Editais usados
Foram lidos o edital de abertura do TRF 1, o do TJDFT e o da CVM, todos organizados pela FGV. O do TRF 1 serve de base para os números; os outros dois ajudam a mostrar que a banca não repete a mesma regra em todo concurso. Para dicas de método, o guia como estudar para a banca FGV trata de tendências de estudo. Aqui o foco é o que está escrito no edital.
A prova objetiva
No edital do TRF 1, a prova objetiva tem questões de múltipla escolha, numeradas, com cinco alternativas e apenas uma correta. O edital diz que cada questão vale um ponto e que a prova não admite consulta de qualquer natureza. Dois efeitos práticos:
- Não há desconto por erro. Questão errada e questão em branco valem o mesmo: zero. Chutar tem custo zero em pontos.
- Questão com mais de uma resposta assinalada, nenhuma, emenda ou rasura recebe nota zero.
O quadro de disciplinas é dividido em módulos: um de conhecimentos gerais (Português, Raciocínio Lógico e Matemático, noções de sustentabilidade, direitos humanos e outras, conforme o cargo) e outro de conhecimentos específicos, com mais peso em número de questões. O número de questões por disciplina muda de cargo para cargo, então use o quadro do seu cargo, não o de outro.
Mínimos de acertos
A aprovação na objetiva é cumulativa: o candidato precisa acertar um mínimo de questões no módulo de gerais, outro no módulo de específicos e um terceiro no total. Falhar em qualquer um elimina. O edital ainda prevê, para candidatos que concorrem por reservas conforme resoluções do CNJ, um mínimo reduzido em relação à ampla concorrência. O edital do TJDFT lido usava a mesma lógica de mínimo por módulo e no total, com números diferentes por cargo. Se você mirar dois concursos da FGV, monte uma tabela com os mínimos de cada um, como ensina o quadro de provas como meta de estudo.
A redação no TRF 1
Quando há prova discursiva, ela costuma ser uma redação dissertativo-argumentativa com limite de linhas. No edital do TRF 1 a redação vale 20 pontos, com mínimo e máximo de linhas, e a nota segue duas partes:
- Estrutura textual global, com dois critérios de 10 pontos cada: abordagem do tema (seleção de argumentos e aspectos importantes) e progressão textual (coesão e coerência entre os parágrafos).
- Correção gramatical, com duas linhas: seleção vocabular e norma culta, cada uma com pontos máximos e dedução fixa por erro.
Mais duas deduções do edital: perde ponto por cada linha completa não escrita abaixo do mínimo e por cada linha completa excedente ao máximo. Fuga ao tema, ausência de texto, erro de preenchimento e identificação em local indevido zeram a redação. Só vale o texto transcrito para a folha de textos definitivos; o rascunho é facultativo e não conta. Para treinar com essa lógica, veja prova discursiva: modelo de resposta e checklist de revisão.
Como recorrer na FGV
O edital do TRF 1 traz regras específicas:
- O recurso cabe contra o gabarito oficial preliminar, contra o resultado preliminar da objetiva e contra o resultado preliminar da discursiva.
- O prazo é de dois dias úteis a contar do dia seguinte ao da divulgação.
- O candidato usa formulários próprios do site da FGV. Formulário preenchido de forma incorreta, com campos em branco ou faltando informação é desconsiderado e nem chega à banca examinadora.
- Quem se identifica no momento da interposição tem o recurso não conhecido.
- Também não é conhecido o recurso que trate de assunto diverso do especificado no resultado da etapa.
- Não há pedido de revisão de recurso, nem recurso contra o gabarito definitivo ou contra o resultado final da prova.
Após a análise, a banca pode manter o gabarito, alterá-lo ou anular a questão. Se anular, a pontuação vai para todos; se alterar o gabarito, a mudança vale para todos, tenham recorrido ou não. Isso significa que recorrer beneficia a coletividade, mas só vale a pena quando você tem fundamento verificável. Veja o roteiro em recurso na banca, passo a passo.
Cartão de respostas e imagem
O candidato precisa entregar o cartão de respostas ao fiscal; quem descumpre a regra de entrega é eliminado. A FGV disponibiliza a imagem do cartão de respostas depois da divulgação do resultado da objetiva, por tempo limitado. Consulte antes de recorrer, para conferir se o gabarito lido corresponde ao que você marcou. Mais sobre esse assunto em cartão de respostas: as regras dos editais lidos.
Erros comuns
- Achar que existe desconto por erro e deixar questões em branco: no edital lido, não há.
- Ignorar o mínimo do módulo de gerais por confiar nos específicos.
- Recorrer com identificação no texto ou assinando o formulário.
- Usar o prazo de outro concurso: dois dias úteis é o que estava escrito naquele edital, e o seu pode diferir.
- Esquecer o número de linhas da redação e perder pontos por linha faltante.
Próximos passos
- Compare perfis em Cebraspe, FGV, Quadrix e IADES: o que os sites oficiais informam.
- Treine de forma organizada com resolução de questões por banca.
- Entenda a mecânica geral em gabarito preliminar e recursos: visão geral.
Fontes e atualização
- Edital de abertura do TRF 1, organizado pela FGV
- Edital de abertura do TJDFT, organizado pela FGV
- Edital de abertura da CVM, organizado pela FGV
Conferido nas fontes acima na data de publicação deste guia. Os números citados são de editais específicos, alguns de concursos já encerrados; o próximo edital pode alterar qualquer regra, então confira o texto vigente.