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A FGV aparece em poucos concursos do cadastro do Concursos DF, mas em concursos de peso para quem quer trabalhar na capital. Nas fichas lidas em 18/10, são seis, todas de órgãos classificados como federais. O interesse principal não está em “como é a prova da FGV” (para isso existem guias próprios), e sim em um detalhe que as fichas expõem: a relação entre onde você faz a prova e onde vai trabalhar.
As seis fichas
| Órgão | Ficha | O que o cadastro registra sobre lotação |
|---|---|---|
| TJDFT | Analista e Técnico Judiciário | Campo de lotação não preenchido |
| Senado Federal | Analista Legislativo | Exclusivamente Brasília |
| TRF 1 | Analista e Técnico Judiciário | Seção judiciária escolhida na inscrição, em Brasília ou em outra unidade da 1ª Região |
| MPU | 11º concurso, Analista e Técnico | Unidades do MPU nas UFs de vaga, inclusive o DF |
| CVM | Inspetor e Analista | São Paulo ou Rio de Janeiro; provas também em Brasília |
| Ebserh | Área Médica | Hospitais da rede, inclusive o HUB-UnB e a sede, em Brasília |
O alerta da CVM: prova em Brasília, trabalho em outra cidade
A ficha da CVM é a mais didática. O concurso permitiu fazer as provas em qualquer capital e no Distrito Federal, mas a lotação foi em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Quem lê “provas em Brasília” e conclui “vagas em Brasília” erra. O mesmo cuidado vale para a Ebserh, em que a prova é feita na cidade escolhida pelo candidato e as vagas estão distribuídas na rede de hospitais universitários, com Brasília como uma das localidades. Releia o item de lotação, e não o de local de prova. O guia o que é lotação em concurso mostra como separar os dois.
Três jeitos de a FGV e o órgão tratarem a lotação
- Lotação única na capital. No Senado, o edital registra lotação exclusiva em Brasília, e o candidato faz provas em todas as capitais. Quem mora em outro estado pode prestar a prova perto de casa e, se aprovado, mudar-se.
- Lotação escolhida na inscrição. No TRF 1, o candidato escolhe a seção judiciária ao se inscrever e faz a prova na capital da unidade escolhida. A escolha muda onde você vai trabalhar e, pela ficha, também onde faz a prova.
- Lotação por unidade da federação de vaga. No MPU, o quadro de vagas indica as UFs, e o DF é uma delas.
Se você quer trabalhar em Brasília, o cuidado é com a escolha na inscrição, quando houver, porque ela define a lotação. Confira no edital se e quando ela pode ser alterada.
Padrões de etapas
Em todas as seis fichas aparece prova objetiva eliminatória e classificatória. Em cinco, há prova discursiva também eliminatória e classificatória (a Ebserh tem objetiva e avaliação de títulos, esta classificatória). Nas seis, o cadastro registra procedimentos para vagas reservadas: heteroidentificação, avaliação biopsicossocial ou perícia médica. Nos cargos de polícia (Polícia Judicial do TRF 1 e Polícia Institucional do MPU), aparece teste de aptidão física e, no MPU, também avaliação médica e programa de formação.
O formato da prova, no que está registrado
A ficha do TJDFT é a mais detalhada quanto ao formato: 60 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas, um ponto por questão certa, e o edital não previa desconto por erro. A discursiva tinha duas questões para o cargo de Analista e uma redação para o cargo de Técnico. O desenho variava por cargo: na área judiciária, por exemplo, havia um bloco de Português, outro de normas do tribunal (Regimento Interno, Lei de Organização Judiciária, entre outras) e um bloco grande de específicos. Isso mostra que a FGV adaptou o conteúdo ao órgão. Para o estudo, veja como estudar para a banca FGV.
O que as seis fichas não permitem concluir
- Que toda prova da FGV tenha 60 questões. Isso consta de uma ficha.
- Que a lotação seja sempre em Brasília: a CVM prova o contrário.
- Que o próximo edital de qualquer desses órgãos use a FGV.
Como usar
- Abra a ficha e leia, nessa ordem, lotação, local de prova e etapas.
- Se houver escolha na inscrição, decida com calma e releia o edital.
- Estude o bloco de normas do órgão, que costuma ser diferente em cada edital.
- Reveja a pontuação: múltipla escolha costuma ter regra diferente do Certo/Errado.
Próximos passos
- Leia pontuação e recursos em a FGV nos editais lidos.
- Planeje a mudança com mudar para Brasília para assumir concurso.
- Conheça o tribunal em TJDFT por dentro.
Fontes e atualização
- Fichas do Concursos DF com banca FGV, conferidas em 18/10, e as páginas oficiais dos concursos: Senado, CVM, TRF 1 e edital do TJDFT.
Conferido nas fontes acima na data de publicação. Os editais lidos são de concursos já realizados; o próximo pode mudar lotação e formato.